<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882</id><updated>2011-09-03T04:28:52.693-07:00</updated><category term='À janela'/><category term='História'/><title type='text'>À janela</title><subtitle type='html'>Apontamentos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-7605909128340992846</id><published>2009-11-01T06:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T02:33:56.891-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Terramoto de 1 de Novembro de 1755 na Póvoa de Varzim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira metade do século XVIII todas as paróquias portuguesas elaboraram, por mais de uma vez, respostas a questionários preparados e solicitados superiormente, a fim de se saber o património, infra-estruturas, recursos, acontecimentos e a situação geral do país. Uma vez recolhidas, estas informações eram arquivadas em Lisboa, para serem utilizadas. Eram as “Memórias Paroquiais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resultado do terramoto de 1 de Novembro de 1755, com o que aconteceu de destruição, incêndios, inundações e roubos, verificou-se, logo a seguir, que as Memórias Paroquiais tinham desaparecido. Havia que elaborar novo questionário. Este foi enviado em 1758. Era composto de quase 30 perguntas. A que agora nos interessa é a que se referia ao terramoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas várias freguesias do concelho da Póvoa de Varzim, em algumas nada se sentiu e noutras apenas caíram alguns muros, que foram logo reparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pároco da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da villa da Póvoa de Varzim respondeu assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“PERGUNTA 26ª – Se padeceu alguma ruína no terramoto de 1755 – e em que, e se está já reparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA – Não padeceu esta villa ruína no terramoto no 1º de novembro de 1755 – fez n’ella ainda maior horror que o tremor da terra que aqui se sentiu na mesma hora em que geralmente tremeu, o que se observou no mar; porque estando este com um brando susurro, quietas as ondas, porque assim o permittia a tranquilidade dos áres, das onze para o meio dia principiou primeiro por uma contensão d’águas descobrindo com ella pedras e area, que nunca se viram descobertas, e logo sem alterar o tranquilo se estendia em lingoetas de maré impetuosíssimas, passando os limites a que chegam ainda na maior braveza levando consigo os barcos, catraias, e bateis que achou na area da praia, em que causou damno arrombando-os nos encontros que lhes fez dar nas paredes dos quintaes das cazas contiguas ao mar.&lt;br /&gt;Assim continuou d’onda a onda quazi até á noute, causando além da confuzão duplicado horror e cuidado ao povo, esperando quando o líquido elemento sahindo fora das ordinárias metas do seu limite, por castigo de Deus os innundava a todos, submergindo ao mar os barcos da pescaria, que se achavam n’esse dia n’elle por necessidade de colher as suas redes, os quaes chegando a terra ao mesmo passo em que os que estavam dez ou doze legoas ao mar confessaram nada sentir, e os de tres até quatro legoas, que só conheceram um movimento extranatural nos barcos. Todos se assombraram do que viam obrar as lingoetas da maré, e desampararam os barcos por temer que os corpos experimentassem as mesmas ruinas, que os proprios barcos tinham sentido dos encontros das paredes, e experimentaram alguns dos que do mar vieram.&lt;br /&gt;Esta muito leve ruina se reparou logo para que as lanchas ou barcos continuassem no seu quotidiano exercicio da pescaria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Fonte: Boletim Cultural da C.M.da Póvoa de Varzim)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-7605909128340992846?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/7605909128340992846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=7605909128340992846' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/7605909128340992846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/7605909128340992846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2009/11/terramoto-de-1-de-novembro-de-1755-na.html' title=''/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-2107357079204722651</id><published>2009-03-26T14:36:00.001-07:00</published><updated>2009-03-26T14:45:12.839-07:00</updated><title type='text'>Regresso ao Paraiso</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GoNCDqbYg5U/Scv2cOhTDzI/AAAAAAAAAAM/RAzd6iWn7ho/s1600-h/Douro+21MAR2009+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317614749835530034" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GoNCDqbYg5U/Scv2cOhTDzI/AAAAAAAAAAM/RAzd6iWn7ho/s320/Douro+21MAR2009+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GoNCDqbYg5U/Scv3HcJO57I/AAAAAAAAAAU/Km9XGE0eNMY/s1600-h/Douro+21MAR2009+021.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317615492227065778" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GoNCDqbYg5U/Scv3HcJO57I/AAAAAAAAAAU/Km9XGE0eNMY/s320/Douro+21MAR2009+021.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No último fim de semana, a coberto de ir comprar “vinho do Porto”, fui com toda a família fazer uma viagem pelo Douro. Marcamos dormida para Valença do Douro, numa casa de turismo rural onde nunca tínhamos ido. No sábado, depois de comprarmos o vinho na Régua e de almoçarmos, fomos até ao Pinhão e depois a São João da Pesqueira e S. Salvador do Mundo. Aí, mesmo até ao cimo do monte, só poucos subiram, que a idade não perdoa. Mas, ouvir o silêncio das montanhas, de dia, no meio de uma paisagem espectacular, não há dinheiro que pague.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz a cantiga, “ A cidade é mais bonita / Quando vamos de visita…”&lt;br /&gt;Talvez aquilo seja um inferno ou purgatório para quem lá mora, mas para quem visita é como um paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De regresso para oeste, a caminho da casa residencial, o meu carro avariou, mas deu para chegar ao destino. Depois do jantar, bacalhau para todos, toca a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, levantar, pequeno-almoço e pagar. Seguimos para a igreja matriz da freguesia, para assistirmos à missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham-nos dado boas referências do padre. A igreja estava em obras. Para assistirem à missa, estavam pouco mais que uma dúzia de mulheres, lá dentro, e meia dúzia de homens cá fora, ao sol, tudo gente de aldeia, à espera do senhor padre, que não tardou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a homilia, o Padre dirige o discurso para a doutrina da igreja, para a educação em geral e para a situação geral do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à situação do país, refere a confusão que por aí vai, por exemplo na Educação; neste clima, ninguém consegue estudar ou aprender em condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à doutrina, refere que actualmente se fala muito em pecado, em proibições, em castigo, em incutir medo. As pessoas, quando pensam em religião, estão sempre a ouvir falar em proibições, em sofrimento, em condenação. Ele não entende assim. A igreja deve mostrar especialmente Cristo ressuscitado, sem esquecer, certamente, a cruz do Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é neste ponto que ele refere a obra de Teixeira de Pascoaes: “Regresso ao Paraíso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desconhecia o livro e por isso nunca o tinha lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já fui ler, e gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E li também a 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, (15, v14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da missa, fomos falar com o Sr. Padre, e dar-lhe os parabéns pela homilia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-2107357079204722651?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/2107357079204722651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=2107357079204722651' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/2107357079204722651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/2107357079204722651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2009/03/regresso-ao-paraiso.html' title='Regresso ao Paraiso'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GoNCDqbYg5U/Scv2cOhTDzI/AAAAAAAAAAM/RAzd6iWn7ho/s72-c/Douro+21MAR2009+023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-2316680937512083294</id><published>2008-11-17T01:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T01:48:39.162-08:00</updated><title type='text'>A Lua</title><content type='html'>Na minha memória, desde criança, tenho gravadas as sensações de felicidade de uma viagem com a minha mãe, a pé, os dois, desde a Giesteira até Beiriz, à casa do Sr. Abade, já noite, numa noite de Lua Cheia, sem nuvens, de claro e muito forte luar de Agosto, a ver o voo dos pirilampos nas silvas da beira da estrada e a ouvir o cantar das ralas. A estrada era de macadame, em mau estado; não havia iluminação eléctrica, mas, como também em casa não havia, o luar era uma luz maravilhosa: via-se tudo como se fosse de dia. Eu conseguiria facilmente ler ao luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, aprendi que a Lua girava à volta da Terra, e ambas à volta do Sol. Quanto à Terra, era fácil, ela desenharia no espaço um círculo (suponhamos) à volta do Sol. Mas, e a Lua? Como seria o traço que ela desenharia no espaço ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, penso que aprendi. É extraordinário ( para mim) !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – O traço desenhado pela Lua no espaço, não mostra as voltinhas que ela dá à volta da Terra. Só nós é que as vemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – “É mais esclarecedor visualizar o movimento da Lua como se ela fosse uma mota que acompanha um automóvel (a &lt;a title="Terra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra"&gt;Terra&lt;/a&gt;), ambos em movimento numa mesma estrada. A mota, uma vez por mês acelera e ultrapassa o &lt;a title="Automóvel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel"&gt;automóvel&lt;/a&gt; pela direita e depois deixa-se ficar para trás pela esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a Lua, quando fica para trás (quarto crescente) é acelerada pela atracção gravítica da Terra e quando se adianta (quarto minguante) é travada pela força de gravidade da Terra.” ( Wikipédia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam lá que não é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, já consigo ver o traço da Lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-2316680937512083294?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/2316680937512083294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=2316680937512083294' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/2316680937512083294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/2316680937512083294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2008/11/lua.html' title='A Lua'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-6389354097126763162</id><published>2008-11-11T04:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T01:42:06.734-08:00</updated><title type='text'>Está tudo interligado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Decorreu em Roma, de 5 a 26 de Outubro 2008 o sínodo dos Bispos.&lt;br /&gt;De entre as conclusões apresentadas no final, consta uma que consiste em fomentar e incentivar a leitura da Bíblia pelos fieis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta que se põe é: E porquê só agora ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os velhos, já será tarde. Para os adultos, estão ocupados com outras coisas da vida ou não têm hábitos de leitura. Para os novos, só reduzindo o tempo gasto nas consolas de jogos, a ver televisão ou na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca é tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só o que encontrei há dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ……….&lt;br /&gt;Para compreender como a educação impedia um crescimento económico moderno, basta referir que nos começos do século XX a taxa de analfabetismo em Portugal rondava os 80 % (era de 75% em 1910, quando da proclamação da República), enquanto um estado como a Dinamarca, igualmente pequeno, monárquico e agrícola, tinha taxas inferiores a 20% . Em larga medida isto devia-se a razões culturais. O principal motivo por que os pequenos estados agrícolas do Norte da Europa tinham uma maioria de alfabetizados nos começos do século XX, enquanto os estados idênticos do Sul da Europa tinham uma maioria de analfabetos, era a religião: o protestantismo exigia &lt;strong&gt;uma leitura directa da Bíblia, o que obrigava o crente a saber ler&lt;/strong&gt;; no catolicismo, a Bíblia era explicada e transmitida através do catecismo e do clero, pelo que não era considerado vital que o crente fosse alfabetizado. Com 80 % de analfabetos, não há projecto de industrialização que possa singrar e a qualidade de vida geral é necessariamente baixa, pelo que o fenómeno do crescimento económico moderno não podia arrancar em Portugal a ritmos semelhantes aos da Europa até meados do século – ele só arranca depois da 2ª Guerra Mundial, dentro de valores ainda modestos, numa altura em que cerca de metade da população já sabia ler e escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;………&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma de Veiga Simão completa e acelera uma evolução já notória desde 1960. Entre 1960 e 1973, a população alfabetizada passa de 59% para 68 % - mesmo assim, sensivelmente menos que os 80% da Dinamarca em 1900.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;………&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos examinar melhor a seguir a evolução destas vertentes, mas basta aqui referir que tanto numa como noutra, Portugal atingiu finalmente padrões europeus, acabando com a praga do analfabetismo que o perseguia desde o começo da época contemporânea. Algures durante a década de 1980, em resumo, Portugal alcançou as taxas de alfabetização &lt;strong&gt;que a Dinamarca tinha em 1900&lt;/strong&gt;. É claro que, em 1980, o sistema de ensino já não se media pela taxa de analfabetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António José Telo&lt;br /&gt;História Contemporânea de Portugal – Ed. Presença – 2007”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Os realces no texto são meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de 80 anos, onde estava já a Dinamarca ?&lt;br /&gt;Os parâmetros de comparação já deram um salto, e nós continuamos a correr atrás, a saltar, e a avaliar os professores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-6389354097126763162?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/6389354097126763162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=6389354097126763162' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/6389354097126763162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/6389354097126763162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2008/11/est-tudo-interligado.html' title='Está tudo interligado'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-8490615227171754944</id><published>2008-11-10T06:15:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T06:23:16.801-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>D.Afonso Henriques falava Mirandês ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Mirandês de hoje vem da evolução que teve a língua do Reino de Leão, na terra de Miranda, ao longo de centenas de anos, sofrendo a influência do Português, do castelhano e de outras línguas, mas mantendo a sua matriz original: língua filha do Latim e pertencente à família das línguas asturo-leonesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o reino de Portugal se constituiu, separando-se do Reino de Leão, já na terra de Miranda se falava Leonês e assim também seria na maior parte do actual distrito de Bragança. O Português que hoje aí se fala tem muitas palavras que vieram do Leonês para o Português e que os dicionários consideram, a maior parte delas, como regionalismos transmontanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é sabido, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, era filho de uma princesa filha do rei D. Afonso VI de Leão, e essa princesa falaria Leonês, como toda a corte leonesa desse tempo, a começar pelo rei. À volta de D. Teresa estavam as suas aias, também damas leonesas, falando a principal língua do reino. Assim sendo, não pode haver dúvidas de que o filho de D. Teresa, D. Afonso Henriques, terá aprendido a falar o Leonês e seria essa a língua que falava com sua mãe, as aias que a circundavam e os seus familiares leoneses. Todos sabemos, também, que D. Afonso Henriques foi educado por D. Egas Moniz na região de Lamego, onde se falava o galaico-português, e também terá aprendido esta língua, o que não quer dizer que tivesse esquecido a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que quando foi armado cavaleiro, na catedral de Zamora, rodeado pelos seus familiares, D. Afonso Henriques falaria leonês com eles. O mesmo se terá passado mais tarde quando assinou o tratado de Zamora, feito na mesma cidade. Ao longo da vida vários contactos teve com seu primo, rei de Leão, e com ele falaria leonês. Ainda que nada disto esteja escrito em nenhum documento, penso que dúvidas não haverá de que assim foi: D. Afonso Henriques falava leonês, quer dizer, falava uma língua a que agora damos o nome de Mirandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como muitos portugueses, que não o são menos que os outros, D. Afonso Henriques não poderia dizer &lt;strong&gt;“ a minha pátria é a Língua Portuguesa&lt;/strong&gt;”: por um lado, porque a pátria teve que a construir com luta; e por outro, porque o reino que tornou independente falava duas línguas, o galaico-português e o asturo-leonês, e esta seria também a língua principal do seu cunhado, D. Fernando Mendes II, de Bragança, casado com D. Sancha Henriques, irmã do nosso primeiro rei; mas sobretudo porque o mito da língua ainda não havia sido construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto mostra que D. Afonso Henriques tinha consciência das duas línguas que se falavam no reino que fundou, e ambas se podem considerar como línguas fundadoras. Depois disso, as duas línguas foram convivendo ao longo de centenas de anos, e os mirandeses foram adoptando também a portuguesa, mas a língua mirandesa pode reclamar-se de ter nascido num berço de ouro tanto ou mais que a outra. Que valor tem isso ?  Muito pouco, já que o importante foi que o povo trouxe a sua fala até aos nossos dias sem ajudas de ninguém, sem que o estado Português nela tenha investido um cêntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se de uma língua que esteve também na origem de Portugal e foi falada pelo nosso primeiro rei, o menos que se pode dizer é que &lt;strong&gt;a gratidão não é flor que os estados e seus governos cultivem.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Amadeu Ferreira&lt;br /&gt;( Advogado, 29.07.1950&lt;br /&gt;Professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota. Os sublinhados no texto são meus&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-8490615227171754944?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/8490615227171754944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=8490615227171754944' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/8490615227171754944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/8490615227171754944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2008/11/dafonso-henriques-falava-mirands.html' title='D.Afonso Henriques falava Mirandês ?'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7639656708121150882.post-736957563797866416</id><published>2008-09-22T08:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T08:15:00.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='À janela'/><title type='text'>À janela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um dia destes, estava de férias, vim à janela e olhei para fora.&lt;br /&gt;Estava um dia lindo, era verão.&lt;br /&gt;Na rua, passavam os automóveis a toda a velocidade. E pessoas a pé. E outras de bicicleta. Mas não se via o mar. Nem rio. Só a rua, com as casas dos meus vizinhos.&lt;br /&gt;Engraçado, não via a minha casa. Como podia ser ?&lt;br /&gt;Estava convencido de que morava mesmo ali, ou naquela zona. Mas não a via.&lt;br /&gt;Talvez eu tivesse ido de férias, e por isso não se via a casa.&lt;br /&gt;Fiquei pensativo e voltei para dentro.&lt;br /&gt;Prometi a mim mesmo que havia de voltar à janela, mais tarde, a ver o que se passava lá fora.&lt;br /&gt;Eu depois conto o que vir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7639656708121150882-736957563797866416?l=ahjanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahjanela.blogspot.com/feeds/736957563797866416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7639656708121150882&amp;postID=736957563797866416' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/736957563797866416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7639656708121150882/posts/default/736957563797866416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahjanela.blogspot.com/2008/09/janela.html' title='À janela'/><author><name>Alberto Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03761332384365009267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
