No último fim de semana, a coberto de ir comprar “vinho do Porto”, fui com toda a família fazer uma viagem pelo Douro. Marcamos dormida para Valença do Douro, numa casa de turismo rural onde nunca tínhamos ido. No sábado, depois de comprarmos o vinho na Régua e de almoçarmos, fomos até ao Pinhão e depois a São João da Pesqueira e S. Salvador do Mundo. Aí, mesmo até ao cimo do monte, só poucos subiram, que a idade não perdoa. Mas, ouvir o silêncio das montanhas, de dia, no meio de uma paisagem espectacular, não há dinheiro que pague.
Como diz a cantiga, “ A cidade é mais bonita / Quando vamos de visita…”
Talvez aquilo seja um inferno ou purgatório para quem lá mora, mas para quem visita é como um paraíso.
De regresso para oeste, a caminho da casa residencial, o meu carro avariou, mas deu para chegar ao destino. Depois do jantar, bacalhau para todos, toca a dormir.
No dia seguinte, levantar, pequeno-almoço e pagar. Seguimos para a igreja matriz da freguesia, para assistirmos à missa.
Tinham-nos dado boas referências do padre. A igreja estava em obras. Para assistirem à missa, estavam pouco mais que uma dúzia de mulheres, lá dentro, e meia dúzia de homens cá fora, ao sol, tudo gente de aldeia, à espera do senhor padre, que não tardou muito.
Chegada a homilia, o Padre dirige o discurso para a doutrina da igreja, para a educação em geral e para a situação geral do país.
Quanto à situação do país, refere a confusão que por aí vai, por exemplo na Educação; neste clima, ninguém consegue estudar ou aprender em condições.
Quanto à doutrina, refere que actualmente se fala muito em pecado, em proibições, em castigo, em incutir medo. As pessoas, quando pensam em religião, estão sempre a ouvir falar em proibições, em sofrimento, em condenação. Ele não entende assim. A igreja deve mostrar especialmente Cristo ressuscitado, sem esquecer, certamente, a cruz do Calvário.
E é neste ponto que ele refere a obra de Teixeira de Pascoaes: “Regresso ao Paraíso”.
Eu desconhecia o livro e por isso nunca o tinha lido.
Mas já fui ler, e gostei.
E li também a 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, (15, v14).
No fim da missa, fomos falar com o Sr. Padre, e dar-lhe os parabéns pela homilia.
Como diz a cantiga, “ A cidade é mais bonita / Quando vamos de visita…”
Talvez aquilo seja um inferno ou purgatório para quem lá mora, mas para quem visita é como um paraíso.
De regresso para oeste, a caminho da casa residencial, o meu carro avariou, mas deu para chegar ao destino. Depois do jantar, bacalhau para todos, toca a dormir.
No dia seguinte, levantar, pequeno-almoço e pagar. Seguimos para a igreja matriz da freguesia, para assistirmos à missa.
Tinham-nos dado boas referências do padre. A igreja estava em obras. Para assistirem à missa, estavam pouco mais que uma dúzia de mulheres, lá dentro, e meia dúzia de homens cá fora, ao sol, tudo gente de aldeia, à espera do senhor padre, que não tardou muito.
Chegada a homilia, o Padre dirige o discurso para a doutrina da igreja, para a educação em geral e para a situação geral do país.
Quanto à situação do país, refere a confusão que por aí vai, por exemplo na Educação; neste clima, ninguém consegue estudar ou aprender em condições.
Quanto à doutrina, refere que actualmente se fala muito em pecado, em proibições, em castigo, em incutir medo. As pessoas, quando pensam em religião, estão sempre a ouvir falar em proibições, em sofrimento, em condenação. Ele não entende assim. A igreja deve mostrar especialmente Cristo ressuscitado, sem esquecer, certamente, a cruz do Calvário.
E é neste ponto que ele refere a obra de Teixeira de Pascoaes: “Regresso ao Paraíso”.
Eu desconhecia o livro e por isso nunca o tinha lido.
Mas já fui ler, e gostei.
E li também a 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, (15, v14).
No fim da missa, fomos falar com o Sr. Padre, e dar-lhe os parabéns pela homilia.


Um comentário:
É isso mesmo. A Igreja não deve ser de medo, mas sim união e atracção, incutida de uma força marcadamente centrípeta e não centrífuga funcionando, portanto,como pólo aglutinador de massas.
O problema é que, por vezes, a própria igreja não pensa assim... É certo que nós também não ajudamos... Mas parece-me que padres assim fazem muita falta. Os que geram consensos. Faz falta um João Paulo II.
Belo diário de viagens. Continua assim tio.
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